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Atores contam suas experiências no curso com Joana Lebreiro

por Comunicação
14 de junho de 2017 às 8:48 PM

Joana Lebreiro, premiada diretora de teatro inicia em julho sua terceira turma do curso “Palavra e a Memória Criativa”. A proposta é formar um verdadeiro grupo de estudos sobre a produção criativa do ator. Veja aqui alguns dos depoimentos transformadores de atores que tiveram essa experiência. Maiores informações sobre o curso. no link:  http://bit.ly/joanalebreiro

DEPOIMENTOS DOS EX ALUNOS

3ª TURMA ABRIL 2017

BEATRICE SAYD

De cara já gostei do conceito “grupo de estudo”. Foram seis encontros de pesquisa, investigação e compartilhamento de processos.  Com muita generosidade. Pra mim,   o movimento foi o de “assentar” muita coisa que eu aprendi, de pessoas com quem eu estudei,  trabalhei. Coisas que eu ainda estava “errando” e consegui identificar – porque a Joana é muito objetiva, conduz muito bem e com simplicidade.  Você clareou o meu modo de fazer. Não te largo mais!

CLARA SANTANA

Fica forte pra mim nesses encontros a questão da inspiração. O que te inspira? Quais são as suas escolhas? O meu real com o real do outro que somado “cria” um terceiro real, uma terceira verdade. Achei lindo ver os exercícios dos amigos, que serviram de combustível e fontes preciosas observação. Achei o processo como um todo lindo, inspirador. Um lugar de investigação. De re construção. Um lugar de sair do seu lugar para se chegar num novo lugar e assim sucessivamente. A condução delicada e ao mesmo tempo provocativa da Joana me rendeu boas reverberações no meu trabalho tanto dentro da oficina quanto para além, aguçando meu olhar. Muitas coisas significativas ficaram, mas eu penso que o principal vai ser o do olhar curioso, que se abre, captura coisas pescadas através das escolhas e que se reconstrói, produzindo vida. Produzindo algo de verdade. Estar atento. Respirar…!

FRANCISCO OHANA

O que mais me atrai no trabalho da Joana é, de um ponto de vista mais conceitual, uma abordagem do realismo em um sentido diferente do convencional. O que o senso comum nas artes chama de realismo é, na verdade, um clichê (no pior sentido da palavra), que reduz e torna homogênea a humanidade, encobrindo camadas de significado e tornando corriqueiro aquilo que seria, e é, extraordinário. No trabalho da Joana, real é a sensação, o que passa pelo intérprete no momento da cena, enquanto tudo o mais é construção e, por isso, artificial. E então, numa aparente contradição, a restrição vem para libertar, o método surge para abrir espaços, e a dita imitação vem para que não imitemos. Isso tudo pode parecer muito teórico, mas nesse ponto aparece um outro aspecto do trabalho que desenvolvemos: a objetividade. O formato de grupo de estudos, de aprimoramento do olhar, tem como meio e também como consequência um a elaboração de programa, de um roteiro de trabalho e de abordagem do texto e do personagem. A partir dessas premissas, que passam pela noção fundamental de reconstrução baseada na memória, o que temos é um plano de trabalho baseado em ações físicas, em respiração, em postura corporal e gesto. Em outras palavras, na simplicidade, tão complexamente alcançada, do fazer do ator.

THIAGO KLODJA

Adorei essas 6 semanas, que, infelizmente passaram tão rápido. Fiquei admirado com a atmosfera de ‘grupo de estudo’ que se concretizou mesmo com apenas alguns encontros.
Mais do que mostrar onde preciso chegar, o curso me deu ferramentas para poder explorar vários caminhos e conseguir coletar coisas interessantes que achar em cada um deles.

Eu disse no dia e repito aqui que a questão de resgate x reconstrução me marcou bastante. Me ajudou a entender a importância de registramos o que acontece conosco, o que sentimos, nos momentos de ‘acerto’ (e por que não nos de erro também?) ou durante a exploração de caminhos.

Percebi que tenho uma grande barreira ainda a enfrentar que sou eu mesmo. A autocríticae exarcerbada permeia grande parte da minha vida (ultrapasso aqui os limites do Thiago ator). Vi claramente quanto ela pode ser danosa para um processo de aprendizado e devo o mais cedo possível me desapegar desse capricho bobo. Não e um processo fácil, mas estou tentando de verdade.

 

GABRIELA ESTEVÃO

O trabalho com a Joana já me trouxe muitas conquistas, além de muitas alegrias. Nesse curso em especial eu descobri, acima de tudo, o poder do relaxamento e da descoberta das inúmeras dosagens de energia que podemos empregar em uma cena, leitura ou rememoração. Volta e meia ao longo da minha vida profissional, a frase “o mínimo de esforço necessário para realizar uma ação” me veio a mente, mas raramente dava a ela a devida atenção ou importância. Até fazer essa oficina e essa frase ganhar nova dimensão. O menor esforço necessário pouco tem a ver com preguiça ou “pão-durice” emocional. O menor esforço necessário nada mais é do que a maneira que nós humanos temos de garantir nossa sobrevivência. O mundo, a vida, os afetos nos demandam muito. Para administrar tudo isso no dia-dia sem pifarmos precisamos dosar nossos esforços. Enquanto atores, para trazer realidade ao que rememoramos e contamos, precisamos reproduzir, ou melhor, incorporar essa máxima. Acredito também que chegar a qualidade e ao nível energia necessários promove conexão e presença, com o texto, com a situação, com os colegas, com o espectador. A mentira está no exagero tanto quanto na escassez. A joana nos dá ferramentas para investigar e praticar isso melhor.
Ao estudar os ritmos, pausas, fluxos de pessoas reais no jogo de cena e no edifício master, entrei em contato com essa verdade energética. Me dei conta de forma mais profunda o quanto a não linearidade, as pausas, as oscilações movidas por emoções e afetos geram  empatia e causam interesse. Vestir outros ritmos e respirações me proporcionou um contato concreto com essas outras maneiras de vibrar, de expressar. Enxerguei frases do texto como um convite para o jogo, para a experimentação contínua. E é nessa eterna experimentação que a cena acontece.

 

BIA CAMPOS

A primeira palavra que me vem a cabeça é PROCEDIMENTO. Procedimento como via, como caminho, como hipótese.

Chego ao final dessa experiência e sinto que nada cabe em minhas mãos. No sentido de algo ou algum conhecimento que eu possa reter. O que percebo são camadas finas, sobrepostas, que agora estão iluminadas no meio do caos. Sinto que posso pinçá-las a qualquer momento e radicalizar até a última gotinha em busca de uma pesquisa.

Elixires de mim pra mim: nunca virá de uma só via, não precisa ser de um só modo, nem tudo faz sentido, ao invés de fechar, abrir, viver não é tão cartesiano, somos sempre muitas vozes.

É tão bom dançar com o inacabado. E não é nenhum charme dizer isso. Foi o que senti nestes encontros com a Joana e com o grupo que se formou. A gente só ilumina os pontos cegos, quando está vulnerável. E estar vulnerável dói, mas cura. Ver o outro trabalhar sobre o que não é orgânico para ele – ritmos, respirações, posturas, sentimentos – nos toca em algum lugar inabitado, recôndito, meio caixa de Pandora. Estar neste lugar então nem se fala. Um lugar talvez cristalizado, que com um pouco de fogo e cuidado, se mostre. Mesmo que só a silhueta. Essa atriz perfeita, essa mulher perfeita, esse ser perfeito que a gente criou não existe. Temos particularidades, singularidades, mediocridades, obscenidades e achei bonito escrever assim. Os contrastes estão todos aí. Segunda palavra: contraste.

Como aprendizado pessoal, penso em afrouxamento, relaxamento, soltura. Nas articulações, na cabeça, no pescoço, na boca, nos olhos, na respiração. Para experimentar outras versões de mim mesma, dar vez e vazão a outros respiros, vozes, suspiros e pensares. O oposto da contenção, da restrição, do pensar, do segurar. Sair, fluir, abrir, reagir, sentir, soltar, ampliar. Terceira palavra: vazão.

 

SÉRGIO MEDEIROS

AUDIO – EDITAR

O que ficou mais forte para mim foi a questão com a respiração. E com a urgência no ‘criar’. Eu acho que no meu trabalho em teatro estou acostumado com um tempo maior para a criação, então essa urgência não é uma questão. Num trabalho desse, o “ser rápido” às vezes me deixa um pouco ansioso e foi muito interessante perceber que eu já tenho consciência dessa ansiedade. Mas percebi de uma outra forma como posso controlar isso. No exercício do Edifício Master foi interessante conseguir ver detalhes, vícios e coisas que eu utilizo. Ver a possibilidade de ter outros recursos, de poder me desconstruir pra reconstruir novamente. Esse processo de você poder se desmontar e se montar novamente e ao mesmo tempo ter a noção de que você é um acúmulo de tudo o que você tá passando, vivendo e experimentando – foi muito bacana. Adorei o convívio. E ver a experiência, a evolução de cada um, o processo, é bárbaro chegar num ponto como esse. Fica a sensação de querer mais. E também de poder – com essa vida louca que a gente tem – saborear mais, estar com uma vivência mais tranquila, mais calma… Mais inteiro nesse processo. Então fico com esse gostinho de “quero mais”.
E eu me lembro muito de quando a gente fez as primeiras leituras, de ‘parar’ para ler né? Às vezes na vida a gente está tão atribulado de coisas, a gente chega aqui acelerado, chega acelerado na peça… Daí ter esse espaço aqui, pra gente parar e pensar, pra ‘limpar’.

 

LEONARDO

  1. AUDIO – EDITAR

Essa questão que o Serginho falou um pouco – da “correria”, do chegar atribulado nos lugares – eu sinto cada vez mais que a gente tá cada vez “menos”. Nas coisas que a gente faz. Menos presente. Menos inteiro. Porque a vida acaba levando pra esse… acelerando a nossa velocidade interna. Que as vezes é mais tranquila, mas a gente nem percebe e quando percebe a gente já tá… E o que acontece com a palavra, pra mim, é um pouco isso. As pessoas se esquecem um pouco da palavra.  E é a coisa mais importante que a gente tem. E acho que você conduziu muito bem, porque virou um espaço pra mim quase que de meditação, a gente se desplugou das coisas todas. A gente se desplugou e ficou aqui, muito inteiro, vivendo uma coisa muito bacana que não acontece sempre: a gente se permitiu estar nesse lugar. Por isso que eu vejo como uma meditação… Ativa. Meditação é uma coisa que existe de milhões de maneiras, não só calado em silêncio.  Ela pode ser feita falando sobre coisas, quando a gente estabelece as sinapses. A minha sinapse interna tá com ele, tá com ela, tá com ela… e a gente tem uma sinapse completa na sala.  Acho que você consegue conduzir essa única sinapse de uma única maneira sabe?
Porque é como se tivesse uma única sintonia. Esse movimento da gente sair da nossa casa para um lugar, para se encontrar – somos todos atores, artistas e a gente tá se encontrando pra crescer, pra pesquisar. É muito mais do que “texto de televisão” (de audiovisual) acho que não cai nesse rótulo. É para um crescimento muito superior

BEATRICE

AUDIO – EDITAR

Eu gosto do nome ‘grupo de estudo’ porque já tira essa coisa de workshop, de curso e já vem pra uma coisa de pesquisa e compartilhamento. Acho isso muito legal. Eu parei aqui e foi engraçado que foi a primeira coisa na minha vida que eu faço por indicação de alguém ‘à escura’, e eu fui porque eu realmente admiro muito esse alguém e tal, se esse alguém falou ‘vai’ eu falei ‘vou’. E pensei ‘o que que eu vou descobrir lá?’ E eu acho que aqui, pra mim, o movimento foi o de ‘assentar’ muita coisa que eu aprendi, de pessoas com quem eu estudei, com quem eu trabalhei, e que, de algum modo já tava introjetado em mim. Coisas que eu ainda tava ‘errando’ mas eu consegui identificar muito bem aqui – porque você é muito clara, muito objetiva, conduz tudo muito bem. Você me ‘clareou o meu método’, o meu estudo, o meu modo de fazer.

Um exemplo quando fiz aquele primeiro dia de Edifício Master. Eu tinha pego pra decorar, falei ‘ah, vou decorar, vou fazer e estudar’. Aquilo de alguma forma me travou aí depois quando eu fiz aquilo, eu me travei. Naquele dia, eu entendi, eu nunca mais decoro nada na minha vida, eu não penso mais sobre a palavra decorar. Aí li o Harold Guskin, o único livro que eu consegui ler durante esse processo. E foi muito legal, então acho que foi um ‘assentamento’ de coisas – acrescentando, claro toda a oportunidade do que você tem né?  Aí me veio essa coisa do prosseguimento. Entendeu? Como pesquisa, como estudo. E uma vontade de estar próximo. Que eu achei bem legal.

RICARDO

  1. AUDIO – EDITAR

Achei muito legal. Às vezes demora um tempo né, de ‘assentar’, de começar a entender a abrangência que às vezes um encontro desses tem na vida da gente. Essa coisa do texto de tv, eu, por exemplo, como fico muito no teatro e não tenho muito isso de trabalhar esse fluxo, o exercício que o Serginho falou desse tempo que não é um tempo estendido que a gente tem pra poder estudar e elaborar e pensar e voltar atrás… Isso eu acho interessante, eu acho vai render coisas muito boas pra mim. Fora os detalhes técnicos que foram apontados por você, entrou numa sintonia com isso que o Sergio apontou no teatro que também to tentando ir (?) contra (?) isso e de tudo, assim, pra mim, o que já ficou muito forte foi a experiência de ter trabalhado a questão do edifício Master que até escrevi pra você, que foi o que já ficou muito elaborado pra mim que foi a questão da mimetização passando por uma autoria. Eu acoque isso é uma coisa que ainda tá mexendo muito comigo. Quando eu lembro dos dias que eu fiquei imerso naquilo ai até fico meio assim, porque é uma coisa que me instigou muito, sabe? Acho que é uma coisa que vai ficar por muito tempo. E eu acho que, pra mim, é o tipo de coisa que eu quero ainda seguir explorando porque acho que foi bem difícil – como eu disse – mas acho que é um campo vasto e que não acaba nunca.

EU – eu tô até pensando em ver outros filmes documentários pra ver se tem. Porque o Coutinho tem a coisa do fluxo da palavra e da pessoa ‘se abrir’ toda. To querendo começar a ver outros pra ver se tem também, material. To começando a pensar nisso.

 

LAURA MENEZES

Pra mim, muito objetivamente, acho que ficou mais claro (o que Sergio falou também) a questão da falta de tempo. Também relacionado ao exemplo de se fazer teste. Porque é rápido, você pega o texto e é pra fazer. E eu não tenho facilidade com isso. E mesmo quando eu estava fazendo mais testes e vivendo essa vida. E agora por outra razão – a falta de tempo também – eu não tinha um dia todo pra estudar, eu não tinha… Eram “momentinhos” que eu tinha pra pegar e “pá!”. Objetivar. E eu ia. E aí depois eu pensava “ah, tá, tem essa “coisinha”. É foi interessante ver como eu faço pra otimizar alguma coisa que eu não posso mudar – falta de tempo eu não posso mudar. Então como eu vou resolver isso da melhor forma possível. Jogar. Com as condições. E não cair naquilo que eu sempre faço.  Porque o que eu sempre faço eu já sei, eu vou lá e faço. Sempre igual. Eu faço um teste na segunda, terça e quarta feira igual. E aí tentar um pouco conseguir nesse pouquinho tempo ainda trazer, buscar outros caminhos.  Foi bom justamente por isso. Eu senti que eu consegui, aqui, fazer isso. Às vezes meio “assim” mas consegui me ver na oportunidade de trabalhar.  A outra coisa que o Ricardo falou, eu parafraseio ele, em relação ao Edifício Master. E eu não consegui fazer aquele exercício – até porque eu faltei a primeira fase então faz muita diferença.

Ali ficou muito pequeno pro que eu fiz mas muito grande para o que eu sei que eu preciso fazer. Porque aquilo ali, foi assim… uma “desgraça” total. Eu cheguei em casa e falei “caraca!” Sabe? E aí é bom pra eu saber também né?  Sair daqui não com uma coisa que tá resolvido, mais ou menos, mas sair daqui com uma coisa que eu sei que “vou ralar em cima disso” (putaqueopariu)

(Clara – mas você tem um caminho né ?)

EU – porque a ideia é essa, daqui desse curso, é abrir, dar metodologia. Dentro de cada história.  Porque é isso, eu não tô trazendo técnica nenhuma, eu não sou a pessoa que vai chegar aqui e “ah, vou apresentar a técnica do…” . Porque o trabalho é muito a partir de cada um.

 

2ª TURMA JANEIRO 2017

 

PATRICIA ATHAYDE

Sair do lugar comum,
Pesquisar
Manancial de possibilidades
Mundo do ator
Pelos olhos, pela boca, pela voz, pelo ritmo, pelo físico
De cada um e de todos nós
Novos horizontes
A partir de novas possibilidades

Para mim foi um trabalho individual mas que, por acontecer realmente dentro de um GRUPO que troca, acrescenta, observa e entende, foi mais leve e eficaz. Trouxe ferramentas e mais autonomia. Gratidão imensa a você, Joana, que conduziu esse trabalho e a todos que formaram esse grupo

VÍDEO – EDITAR

O curso da Joana foi muito importante pro meu trabalho de atriz, porque ela estimula a gente a trabalhar em grupo mesmo, grupo de estudos. E dentro desse grupo a gente consegue desenvolver as ferramentas que ela traz pra gente. É um trabalho que é individual e em grupo porque a gente tá sempre se observando na intenção de crescimento. De crescer. Foi um trabalho muito rico apesar de apenas seis encontros.

 

PABLO PEREIRA

Estar em personagem e em estado de trabalho. Junto ao grupo é a principal motivação de nós, atores, neste curso. Eu pude explorar e trabalhar registros e estados que fogem completamente da minha área de conforto. O que ajuda muito é a orientação da Joana que sempre busca me colocar em estado de pesquisa e reflexão.

VÍDEO – EDITAR
Acho que o ponto crucial do curso em si é que no curso a gente tem um espirito de grupo, uma interação de grupo. Sempre um observando o trabalho do outro, acrescentando no trabalho do outro e eu acho que o mais importante é que não tem um instinto de competição dentro do grupo – a Joana deixa isso bem claro desde o primeiro dia, sempre que é um ‘grupo de estudos’. Acho que essa fala dela é essencial, é muito importante pro nosso trabalho durante o curso. E a Joana é maravilhosa, ela vai te guiando num caminho, ela não te mostra o caminho, ela faz você se sentir capaz de chegar até um caminho diferente do que o que você já é acostumado a fazer. Que algumas vezes você acha que o que você está fazendo é só o que você sabe fazer. Ela te mostra que não, “você sabe fazer isso muito bem, mas tenta experimentar isso aqui, porque você pode sim, você vai se sair bem também” Você experimenta outros caminhos, não tem só o caminho da frente, tem o do lado, o da diagonal… eu acho que isso é essencial, é crucial, é muito importante pro nosso trabalho de ator, eu acho que a Joana guia isso  – acho não, tenho certeza que a Joana guia isso muito bem. Só tenho a agradecer a ela. Fiz o curso duas vezes e se tiver outro vou fazer outra vez e vou ser o ‘repetente’ dela aí ao longo de todos os cursos.

 

NATHALIA

O curso me deu uma consciência maior de que eu preciso sair da minha zona de conforto, o exemplo isso foi no exercício com o filme Edifício Master. Ali eu me vi sendo desafiada. Outra coisa que me chamou a atenção foi o quanto eu precisava explorar outros lados não-teatrais que na minha opinião foram as minhas maiores dificuldades no decorrer do curso.

VIDEO

A primeira coisa que me chamou a atenção foi que eu saí da minha zona de conforto, que era uma coisa que eu não fazia nas outras experiências que eu tive. Tudo o que eu fazia eu fazia no mesmo gênero e aí eu vim pra cá, que eu fiz o exercício do Edifício Master (filme do Eduardo Coutinho) eu me senti super desafiada. E isso me chamou a atenção de que eu realmente preciso sair da minha zona de conforto. Outra coisa que me chamou a atenção é que eu tenho que ir mais para o lado do não-teatral. Tudo o que eu faço é muito expansivo, muito grande, e aí quando eu vim aqui, pro curso da Joana eu percebi que eu realmente preciso ter uma outra visão, do que é o ‘não teatral’, e praticar mais, explorar mais esse mundo, que é uma coisa que eu não tenho feito.

CAMILA CURTY

Na primeira semana fomos desafiados a lidar e assumir aquilo que sentimos. Consegui pela primeira vez ouvir de verdade o que o outro dizia. A dinâmica de nos enxergarmos como ‘grupo’ e não como ‘turma’ fez toda a diferença em não ter medo de se expor, mesmo diante de toda dificuldade de sair da zona de conforto.

VIDEO – EDITAR

Esse curso da joana pra mim foi uma experiência muito enriquecedora. Porque ela é uma pessoa muito prática e isso transparece na forma com que ela passa pra gente e na forma com que a gente recebe. Ela coloca a gente como um grupo de estudo, de pesquisa e não uma ‘turma’. E isso deixa a gente muito mais à vontade pra sair da zona de conforto, e isso enriquece muito mais o processo.

 

MARIA MAC DOWELL

Sempre tive questão com a ‘fala’ do ator. Que lugar é esse tão desafiador que muitas e muitas vezes enfraquece a atuação e até compromete a compreensão da história? Nesse workshop tivemos a oportunidade de experimentar recursos práticos que nos levaram à exploração de ritmos, tons, volumes, texturas e, principalmente, uma ampliação do texto e do que se quer comunicar e as várias maneiras de se alcançar essa comunicação.

 

RAFAEL FONSECA

Uma característica que fez toda a diferença foi a Joana, logo na apresentação do curso, dizer que a partir daquele momento éramos um grupo, o que impulsionou o interesse em ouvir a todos, transformar a experiência em uma grande troca. Além dos ótimos materiais de referência para estudo. E ouvir as observações todas sobre o trabalho dos outros já é um grande ganho.

VIDEO
A joana ter falado logo no primeiro dia que a partir daquele momento nós seríamos um grupo deixou tudo mais fácil. Porque me deixou muito mais propenso a ouvir, a observar também e a criticar menos – que é uma coisa que normalmente a gente já faz né? Juntando isso com o material que ela traz, com os livros, as citações, os documentários – e as observações que ela faz durante o exercício, você sai de lá com a certeza de que você teve um ganho enorme.

 

GABRIELA REIS

O trabalho da Joana trouxe uma proposta muito interessante de pesquisa, baseada na memória criativa e na palavra e em coisas muito básicas. A simplicidade do que ela nos traz fez com que a pesquisa se tornasse uma troca interessante e necessária, como se ela trouxesse na nossa frente uma caixa de ferramentas e nos deixasse livres para a experimentação e para o jogo.
A troca com a Joana e com o grupo fez com que eu percebesse o poder da autonomia no meu trabalho e como a leveza e a simplicidade podem estar ligadas diretamente ao trabalho das cenas, da pesquisa e até mesmo da vida em geral.

VÍDEO – EDITAR
Trouxe pra mim um grande conhecimento e uma grande autonomia sobre o meu trabalho. De uma liberdade muito grande. Ela criou um grupo de pesquisas e todas as pesquisas que foram criadas e que nasceram do grupo foram muito importantes pro meu engrandecimento e acho que de todos os artistas. É um trabalho de muita troca, eu acho que é muito importante pra muita gente, muitos artistas conhecerem o trabalho da Joana porque é um trabalho que você leva pro resto da vida.

 

CAMILA OLIVIERI

Bom, eu fiz o curso da Joana, eu super recomendo. Pra mim foi um oxigênio pra minha atriz, me trouxe um outro olhar, uma outra perspectiva sobre o texto, sobre a cena, de uma forma simples, sem ser simplista, com foco na palavra, com foco no íntimo mesmo, na intuição, com outra visão do que eu já tinha estudado em outros lugares. Estudar sempre é fundamental, é sempre importante, mas eu tenho certeza que esse curso com a Joana me acrescentou muito mais. E eu recomendo pra todo mundo.
(2)
Eu achei fenomenal, eu super recomendo. Ele aborda a palavra, o texto, o foco no texto. As vezes a gente improvisa, pensa muita coisa e o simples tava na própria palavra. Pra mim foi realmente um oxigênio. Pra minha atriz. Foi um ‘acalmar’, foi um ‘respirar fundo’. E foi pensar em outros aspectos, outras perspectivas da palavra, do texto e da cena em si. Então eu recomendo. Se você quer se reciclar, se você quer ter um outro olhar sobre a sua atriz ou o seu ator, vem fazer o curso da Joana.

 

CLAUDIA CASTELO BRANCO – DEPOIMENTO EM VIDEO – EDITAR

Queria recomendar o curso da Joana Lebreiro, para mim foi uma experiência muito rica. Eu acabei de fazer o curso e eu já estou usando as ferramentas que ela me deu. É um curso muito especial. Eu nunca tinha tido contato com essa abordagem da investigação do personagem, de comparar com pessoas reais, a gente assiste filmes documentários e analisa a forma como uma pessoa fala naturalmente e como você consegue utilizar aquilo como ferramenta para o personagem. E a gente passa até a se auto-investigar. Foi uma experiência rica e eu recomendaria a todo mundo, a todo ator, principalmente quem trabalha com televisão, cinema. Mas na verdade para qualquer situação. Eu inclusive quero fazer de novo porque acho que cada vez é mais uma possibilidade de experimentar, de praticar. E o grupo foi muito bonito. É um trabalho que não é só do ator para ele mesmo, mas de apoio dos outros atores, de poder emprestar o que você está aprendendo pro outro. Então eu achei um workshop muito especial e eu recomendaria a todo mundo.

 

GABRIEL MANITA – DEPOIMENTO VÍDEO – EDITAR

Meu nome é Gabriel Manita, eu conheci o trabalho da Joana com uma peça chamada Jumbo, achei muito bom o trabalho e quis me aprofundar melhor, conhecer melhor como seria o método de trabalho, como seria o processo pra conseguir atingir esse resultado. Esse workshop, trabalhar junto com a Joana, com a direção da Joana, foi muito legal agora porque eu tive contato com uma parte teórica um pouco mais, um pouco diferente do que eu costumo ler, também tive um contato com uma técnica que ela usa de apoios, de personagens, de como atingir um personagem, estados do personagem, materiais diferentes de como atingir isso e consequentemente aumentei as minhas ferramentas como ator, eu também trabalho com isso, então aumentei as minhas ferramentas como ator profissional e foi muito legal o enriquecimento dessa experiência. E eu espero que a gente tenha a oportunidade de continuar trabalhando mais, mergulhando mais, porque realmente quando você trabalha dessa forma você vê que é muito pouco tempo fazer um workshop, fazer a coisa se aprofundar mais, dá vontade mesmo. Como ator, é um processo muito importante, uma reciclagem para desenvolvimento nessa área.

 

DANIEL CARNEIRO – VÍDEO – EDITAR

Olá sou Daniel Carneiro, ator, conheço a Joana há um tempão, tive contato/aula com ela na CAL, fiz o processo do Jumbo como diretor musical, já fiz coach com ela outras vezes, então é uma relação aí de longa data.  Sempre admirei o trabalho dela, muito assim, acho ela incrível, ela tem um trabalho muito legal como coach de atores, ela dirige atores muito bem. Eu vim fazer o curso dela e adorei, assim, acho que superou as minhas expectativas, ela fala de várias, ela consegue alinhar várias técnicas diferentes, consegue organizar de uma forma que dá muita ferramenta pra gente como ator. E eu, particularmente, tenho muita dificuldade de um estado mais natural, assim, como ator, normalmente eu vou pra coisas um pouco mais construídas, mais físicas. E essa desconstrução, o caminho que ela propõe é incrível. E ela também usa um processo de documentário, achei isso incrível também. E é isso. Recomendo, venham fazer o curso dela!

 

1ª TURMA – ABRIL 2016

LEILA SAVARY

A Joana é uma pessoa encantadora e extremamente sensível com o ator. A oportunidade de fazer um curso com ela foi extremamente enriquecedora. A parte mais interessante foram as descobertas em relação ao texto e as minhas possibilidades como atriz de interpretá-los. A Joana nos conduz a descobrir entrelinhas, os subtextos, brincar com as pausas, nos instiga a se desprender da rigidez das palavras. A sensação que dá ao final do curso é que abrimos milhões de novas portas em nós mesmos. O julgamento fica de lado e arriscar se torna mais interessante. Todo texto pôde ser bem explorado. Não existe texto cafona, dramático demais ou só-para-quem-sabe-fazer-humor. Toda essa descoberta se dá através de uma pesquisa maravilhosa de personagens reais através de documentários (eu levei essa técnica pra vida por exemplo). A Joana percebe cada um e conduz um trabalho individualizado, fazendo com que a gente saia do nosso lugar comum e se reinvente. Uma troca libertadora e essencial.

 

PATRICIA UBEDA

Sabe aquela sensação boa de estar no presente?
Ouvidos atentos…
Atenção para o que está acontecendo…
Respiração tranquila e inteira…
Estar com o outro quando ele está em exercício e saber que estão contigo quando é sua vez…
Sabe como é?

Pois então. Logo no começo da oficina, a Joana Lebreiro faz essa provocação e consegue conduzir a turma para que durante o curso a gente não se esqueça disso. E.. ah!! Como isso é importante! Como isso faz diferença!

A Joana tem um método que conjuga uma série de autores, abordagens, pensamentos, teorias. Às vezes teorias dicotômicas, mas isso torna a oficina ainda mais preciosa. Associado à essa bagagem artística, tem ainda um olhar sensível e respeitoso de uma diretora extremamente delicada e firme. É … ela sabe conjugar super bem a delicadeza com uma opinião consistente sobre a cena. Ela sabe conjugar rigor e doçura! Tudo isso tem muito valor para nós, atores.

Acho que a Joana abre uma porta para que a gente brinque com as pausas, as palavras, o naturalismo, a caricatura, o clichê, as respirações, os estados emocionais. E como toda boa brincadeira, encontrar o prazer simples da presença.

 

VÍDEO – EDITAR

A Joana ela, gosta de atores. Ela tem prazer em ajudar o ator a encontrar os seus métodos, a entender as suas potências, os seus pontos fracos. E eu acho essa uma grande qualidade pra uma diretora, pra uma preparadora. A Joana, ela tem um trabalho incrível que conjuga autores, abordagens – as vezes até teorias dicotômicas – mas que ampliam muito o olhar do ator sobre o seu próprio trabalho, sua cena. E além dessa bagagem artística que a Joana tem ela tem também um olhar sensível e muito muito respeitoso pra cada ator. Ela consegue conjugar no trabalho dela uma delicadeza imensa com também um rigor imenso. É um bocado difícil encontrar um profissional que uma tão bem essas duas coisas. Acho que a Joana ela abre uma porta pra que a gente brinque, com as palavras, com as respirações, com os clichês, com o naturalismo e a caricatura… E como toda boa brincadeira, encontrar o prazer simples da presença.

 

JOÃO LUCAS ROMERO

Sempre tive questões sobre como usar a palavra do ator. No intuito de me instrumentalizar e aprimorar essa ferramenta, entrei no curso da Joana Lebreiro, A palavra e a memória criativa. O grande mote foi observar e experimentar. Guiado pelo seu olhar atento e generoso, foi possível vivenciar bons desafios. Esvaziar a mente, estar atento ao outro, tirar a palavra do papel, se apropriar, resgatar, vivenciar o que se diz. Coisas que são fáceis de se escrever mas, na prática, demandam uma dedicação para além do comum. Junto a Joana consegui entender onde estavam minhas dificuldades, e como poderia contorna-las através de exercícios práticos. (E foi assim), observando e experimentando juntos. Obrigado, Joana Lebreiro!

LUCAS DRUMMOND

Aprender com a Joana é sempre um processo de autoconhecimento e (re)descobertas. Uma imersão que me incentiva a me reinventar, buscar novos caminhos e fugir do que estou acostumado a fazer. Encontrar, sem medo, novas facetas do meu ator.
Com um olhar muito sensível e respeitoso, ela conduz a oficina para um lugar onde tudo é possível. Onde o naturalismo e a caricatura andam lado a lado. Onde o ator pode brincar com as pausas, com as palavras, com a respiração e com as emoções. Onde ele pode arriscar e se permitir. Onde não há certo ou errado e sim escolhas.
Tudo isso com uma única condição: de que estejamos vivendo no presente, inteiros, alertas, escutando e jogando.

 

GEORGE LUIS

“Trabalhar as fronteiras entre a ‘verdade’, o ‘real’ e as cenicidades são constantes no trabalho do ator. Joana Lebreiro nos auxilia na compreensão de um texto e como fazer opções dentro do universo que cada obra carrega. Nos despir de uma falsa e perigosa meta (a ‘perfeição’, o ‘ideal’) e atingir a potência máxima do que temos a oferecer. É uma experiência que guardo comigo e a qual pretendo me colocar mais vezes. É sempre um novo aprendizado e uma troca muito próspera.”



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